sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sonho, em amar!

Tão sublime aventurar-me em tua alma, mesmo em sonho.
Divago na imensidão dos meus desejos e assim,
te sinto, te toco, te beijo.
Tua pele exploro, e me embriago, me entorpeço com teu cheiro.
Chego a penetrar na inquietude dos teus pensamentos e,
como que encanto, te faço desaguar num mar de carícias,
de prazer, de não se conter,
de só querer e amar, o tempo todo você.
Te vejo a mim se entregar como a tua razão jamais ousaria,
e por alguns instantes te embalo no doce ritmo das horas
que nunca acabam, que não se controlam
e se eternizam num breve espaço de tempo
que vai do momento do amor até o amanhecer.
De acordar eu desisto.
Só assim disfarço em prazer a dor que sinto
quando meus olhos me traem, se abrem
e me traz de volta a um mundo onde tenho que sobreviver
com essa angústia de não poder ter você.

por: Jal Magalhães
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É inquietante a sensação de estar tão próxima, mas distintamente longe.
Pelo menos você está em algum lugar, quanto a mim, há sérias duvidas.

É insensato sonhar, Precisa-se de imaginação, de versões. Eu as tenho, mesmo sendo errado. Assim absorto, em difusões mal feitas. Em segredos sonhados, inspiração dos meus sonhos já não quer acordar.
Quero me afogar nesta que chamamos ressaca, a dos teu olhos, absorver todo o teu cheiro, ah! que vontade de sentir seu cheiro.

Por que você me deixa tão solta? Para quem provar que ainda não sou?
Será que não? Te digo que ainda tens me à espera, mas outros somente aguardam teu não. Sendo perigo pra o “nós”. E por isso vivo com a mantida incerteza de não nos ter.
Na dúbia razão de sermos, viva em mim essa constante, de que você está lá.

Tento penetrar na inquietude de teus pensamentos, mas só encontro meus demônios, então me calo. E como que por magia, teu sorriso ilumina minha sina, fazendo eu me desfazer dos meus. Dando-me a oportunidade de ser inteiramente livre e em paz.


Dono dos meus sonhos, tendo sua face próxima a minha, respirarei teu ser, sendo ele designado às celeridades de uma vida já escolhida pra ser de outros.
Precisamos de nos mesmo, mas meu eu não existe em mim, não posso te-lo,
Desfaço-me em duvidas, das mais distintas, não sei como te buscar. Não quero te buscar.
Meus desejos já o fazem como não deveria, mas já não os controlo.
Sei que te ter, seria um erro, não posso buscar-te, é contraditório a meus princípios,
Mas gritaria ao mundo meu erro, minhas contradições, só pra poder viver a eternidade do meu amor.

por: Isolda Parvati

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