segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"Tente ficar no mesmo espaço que um queijo estragado .Nem você nem ninguém que more na mesma casa agüentarão o mau cheiro”,

Assim é a pessoa que tem amor estragado. Ela absorveu tantas coisas ruins durante a vida, que se torna difícil conviver com ela, por estar permanentemente insatisfeita, permanentemente fechada a todos. “Ela precisa se desfazer de tantas coisas estragadas que guardou e dizer para si que aquilo não é mais dela”. Mas o que devemos fazer para não nos estragarmos por dentro? Padre Fábio vai direto ao ponto: “Amar a você mesmo!”.
Não interessa se você vai à igreja, se faz caridade se ajuda os outros, se você se humilha pra pedir perdão. Antes de tudo, é preciso saber se você está ajudando a você. Caso contrário, não existe amor a Deus coisa nenhuma, existe é hipocrisia “Tente conviver com alguém que não se ama e verá se é bom estar na companhia, ou pior ainda que não consiga amar”. São pessoas que se acham vítimas da criação de seus pais, da escola, dos amigos, dos companheiros de trabalho, da beleza e inteligência alheias, enfim, são vítimas sempre. Se estão sem emprego, reclamam por que não têm chance no mercado, se conseguem trabalho, reclamam de a carga horária ser muito puxada ou de o chefe ser perseguidor. Sem falar nos que reclamam de dor aqui e dor ali, ou ainda da falta de dinheiro, falta de romance, de qualquer coisa que justifique a posição de vítima do mundo. Estão estragadas e tentam contaminar a todos à sua volta.
E como sabermos se nos amamos? Se nossas atitudes não nos agridem, não nos incomodam. Se nos achamos lindos ou ainda sábios o suficiente para achar que as pessoas sempre estão certas, e que não precisamos de ajuda.
O fato é que é fácil demais identificarmos se algo está estragado dentro de nós. É fácil identificarmos algum incômodo diante de alguém que escolhemos como parceiro afetivo, no dia-a-dia do trabalho, na vida social, tudo isso é fácil. O corpo reage, a inquietação e irritação saltam à frente das regras da boa convivência, e é ai que magoamos as pessoas mais próximas a nois. Difícil é agirmos diante desses sinais amarelos. Difícil é mudarmos a rota, desviarmos, arriscarmos, encontramos nossos erros. Fácil é beber, sair de casa, entreter-se, não pensar, viajar pra fugir de tudo e de todos, afastar as pessoas que mais se importam com a gente e que querem nos ajudar. Difícil é jogarmos fora o queijo que compramos com tanto desejo, mas que não nos apetece mais.


LILIANE MOREIRA
jornalista. São Luís (MA).

Adaptações Por: Isolda Parvati.

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